sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Brincando de agente da AMT

Sabe quando as pessoas dizem que o melhor trabalho é aquele cujo não trabalhamos, e sim, brincamos? Bom é trabalhar num lugar aonde você nunca irá se sentir cansado, porque é daquilo que você gosta.

Pra quem não sabe, em 2008 eu comecei a cursar no atual IFG (antigo CEFET), um curso técnico em Trânsito. Acabei desistindo porque na época eu tava super animado com assuntos ambientais e a escola abriu para 2009, curso técnico em Controle Ambiental. Prestei, passei e estou nele até hoje. Mas nem por isso, esqueci de Trânsito. Ainda tenho amigos naquela turma e, como vivo andando de bicicleta e até mesmo à pé por aí, não me passa despercebido as infrações que cometem os motoristas e acabam impunes. Então, minha paixão por trânsito e, consequentemente, fiscalização no trânsito se mostra bem visível até hoje. Estou sempre puxando a orelha de motorista irresponsável. Ando sempre com meu apito no bolso e, vez ou outra, com meu uniforme do curso de trânsito que é confundido com o da AMT (Agência Municipal de Trânsito), até mesmo pelos agentes que vivem me perguntando se sou novato.

Ok.. Depois da introdução, vamos ao assunto em pauta. Ontem em Goiânia, aconteceu um incêndio na Avenida Goiás com a rua 3, no Centro. Goiânia parou. Não era incêndio simples. Era um incêndio grave, de alta proporção e, claro, chamou a atenção das pessoas no centro. As pessoas lotaram a avenida Goiás, impossibilitando passagem de veículos (carros, ônibus, motos). Coincidentemente, eu estava vestido com o uniforme de trânsito e resolvi liberar a pista para os ônibus passarem. Não deu certo. Subi a Goiás rumo a praça cívica e arrumei serviço: Ajudar a própria AMT.

-Flashback-
Outro dia, num congestionamento na Pça do Cruzeiro, eu mesmo chamei a AMT para avaliar a situação e apontar uma solução. Apareceu uma equipe uns 30 minutos depois. uma equipe bem reduzida. Perguntei a um deles se precisavam de ajuda (nas mesmas circunstâncias do incêndio) e me disseram que não, pois deveriam conversar com o inspetor.

-Voltando-
Eram tantas ruas e avenidas afetadas pelo desvio de trânsito da Av. Goiás, que a AMT estava tendo dificuldade em controlar o fluxo de veículos. Então, fecharam logo na praça cívica qualquer acesso à Goiás e, posteriormente, liberaram para acesso local. Então, meu trabalho, legalizado pela AMT (agentes, supervisores e inspetor), era o de desviar o trânsito da Goiás para a Rua 1 e impedir que os veículos da 1 descessem a Goiás, só liberando imprensa, bombeiros, polícia e moradores locais. Usei meu apito, o uniforme e fiquei assim das 13:00 às 17:30.

O que eu queria dizer com isso tudo, é que chegava agente, saía agente e percebia que alguns deles se fazia perceber cansado, estressado, querendo ir embora ou coisa do tipo. Eu não
. Não quero comparar a reação deles com a minha. Só queria dizer que a minha disposição para fazer o que eu eu estava fazendo, era total. Não me senti cansado, não me senti estressado. Era como se o que eu estivesse fazendo fosse uma brincadeira. É um trabalho muito sério, mas para mim, muito divertido. Tirando o fato de que o barulho do apito seja ensurdecedor porque o som é constante. Me senti bem e quero continuar a fazer isso sempre. Tô de olho no próximo concurso da AMT. Deve demorar porque saiu um há pouco tempo. Mas enfim, estamos aí.

2 comentários:

fernando sussuarana disse...

q isso hein!!

Débora Raíssa disse...

Devia ser assim. As pessoas deveriam ter a consciência do "gostar do que fazem", já que não fazem o que gostam.