terça-feira, 5 de outubro de 2010

Impacto pós eleições

Como sempre, o candidato se esqueceu de suas próprias promessas quanto ao meio ambiente (principalmente), além de ética e respeito à sociedade, à sua própria cidade. Como em todas as eleições, os famosos "santinhos" foram despejados sobre as ruas de Goiânia, sem dó nem piedade. Sem pudor algum. Após as 17:00h, podia-se ver por todos os lados da cidade, verdadeiros tapetes de papel e plástico (adesivos). Sobra pra quem? Para os esquecidos garis. É uma falta de respeito ao trabalho deles, que, por sinal, já ganham tão pouco para fazer um trabalho que, diga-se de passagem, é um dos mais importantes numa cidade bem organizada.

Porquê
acontece?
A re
sposta é simples. Em mais uma tentativa desrespeitosa por parte dos candidatos, eles pensam que os eleitores andam olhando para baixo. Só pode! A estratégia é que, se até a hora do voto o eleitor não tiver em quem votar, que pegue um desses no chão e decida ali mesmo. E o pior de tudo é que muita gente vence as eleições fazendo isso! Falta de responsabilidade por parte do eleitor que, ao invés de prestar atenção nas ditas "tortuosas horas políticas gratuitas" na TV e rádio, não o faz. Chega na hora de votar, ainda nem sabe em quem. Concluindo, acontece porque acaba funcionando.


E depois?

Isso aí... E depois? Depois sobra pros garis! Luciano de Castro, presidente da COMURG (Companhia de Urbanização de Goiânia), calcula que 140 mil Kg de rejeitos ficaram em via pública. “Esse lixo é o maior crime eleitoral, ambiental, contra a postura e, principalmente, contra os trabalhadores da limpeza urbana”, diz Castro. Sem contar que o lixo eleitoral não pode ser reciclado devido a sua mistura com poeira e chuva. A Comurg calcula que o volume dobrou em relação à eleição anterior.


Consequências do depois:

As consequências são as piores possíveis. Quando vi a quantidade, logo pensei em chuva. Depois de muito tempo de seca/estiagem em Goiânia, a chuva chegou e chegou imprevisível. Qualquer hora é hora de chuva (como sempre foi). Se cai uma chuva muito forte, como fazer com os rios, como o Meia Ponte que, se me recordo, já está imundo de barro, CO2 e outros derivados de poluição goianiense (e goiana, porquê não?), que foram trazidos pela chuva (pH 4,5)? Estariam cheios de santinhos? Não! Não porque as bocas de lobo/bueiros e encanações estariam obstruídas por eles. Logo, não sobraria pros rios e sim, para as pessoas. E aconteceu! Longe de mim, mas aconteceu. Segundo um amigo meu, no setor Finsocial, região noroeste de Goiânia, choveu e inundou, sim! Porque as bocas de lobo de lá não possuem trituradores de lixo. Nós pagamos por esses estragos. Alagamentos inundam casas e matam pessoas.


Qual a punição?

Nunhuma cabível! O candidato envolvido pode ser processado e está sujeito a multa. Proponho que ele e todo o comitê responsável, limpe as ruas. Sugiro que a Comurg cruze os braços e finja que nada está acontecendo e quero ver a quem culparão. Se isso não for possível, que eles sejam convidados a renunciar ao cargo e/ou terem seus mandatos cassados.


A COMURG comuinicou à imprensa que convocou 4 mil trabalhadores para terminar de limpar a sujeirada, provinda de vandalismo político-eleitoral amanhã. Tenhamos consciência e não votemos em candidatos que façam isso! Não sabe em quem votar? Vote nulo (000).


Referência: Diário da Manhã (www.dmonline.com.br)
Obs.: As fotos não são das ruas de Goiânia.

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